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2010/02/12

Minha infância - Parte I

Para ser franca, tive uma infância um pouco perturbada por problemas na escola (bulling). É por isso que não tenho tantas recordações positivas dessa fase da minha vida...

Vou parar de me lamentar e começar a contar para você, caro leitor, uma passagem um tanto vergonhosa que ocorreu no ano de 2001, quando eu estava cursando a 1ª série do Ensino Fundamental e tinha apenas sete aninhos de idade. Nas aulas de Artes, nós costumávamos a "rabiscar" folhas de sulfite, gastar palitos de sorvete e barbantes com colagens e "melecar" tudo que estivesse pela frente com tinta guache, principalmente os uniformes. Sim, os BENDITOS uniformes...
A verdadeira graça começou quando, terminada minha "obra de arte", limpei meu ambiente de trabalho com papel higiênico, começando pela carteira. Para isso, precisei retirar o papel com a atividade (ainda molhado) e o deixei sobre a cadeira onde eu estava sentada durante a aula toda (era a aula toda mesmo, pois não tinha o costume de me levantar para ficar "passeando"...). Foi assim que esse dia se tornou inesquecível diante das memórias da minha pessoa e dos meus colegas de classe daquele tempo: eu literalmente me sentei no meu lugar, uma vez que estava cansada de ficar em pé para finalizar o serviço... Daí ganhei um apelido muito "meigo": "cocô colorido". Pois é, minha calça ficou muito melada e foi difícil sair aquela mancha, tanto que, até hoje não sei como minha mãe fez aquele milagre.
Voltando ao "cocô colorido", a professora Denise (não me esqueço nunca do seu sorriso) pediu para que eu fosse ao banheiro com uma colega para fazer outra limpeza, a do meu uniforme. Ela tentou, mas a "caca" continuou penetrada naquela calça azul uns noventa e seis mil números maiores (já que minha mãe era acostumada a comprar roupas maiores para economizar, em vez de usar as peças do uniforme por curto tempo) até que eu cheguei em casa com as mãos escondendo os olhos e foi dado um jeito na hora que ela foi para o tanque.
Tive muita vergonha de compartilhar esses relatos por muito tempo. Creio que até meus treze anos, eu só tocava nesse assunto quando meus "amigos" cutucavam. Os dias em que isso acontecia estão gravados em my sweet memories até hoje, mas não os vejo mais como péssimas lembranças. Não tenho mais medo de falar que eu sou tapada ao quadrado.
É apenas isso que tenho a dizer...

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